A Verdadeira Guerra
Bob Woodward
Mill Books Editora
Preço: 5 euros
Estado: novo.
E-mail: lojadelivros2017@gmail.com
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À
medida que a violência no Iraque atingia níveis preocupantes em
2006, uma segunda frente de guerra irrompeu as altas instâncias da
administração Bush. Bob Woodward leva os leitores a penetrar nas
tensões, nos debates secretos, nos bastidores não oficiais,
desconfiança e determinação no interior da Casa Branca, do
Pentágono, do Departamento de Estado, as agências secretas e no
quartel general norte-americano no Iraque. Com uma precisão e
detalhe sem paralelo, este relato soberbo de um presidente em guerra
descreve o período de nervos e incerteza no interior do governo
norte-americano de 2006 até meados de 2008.
A
Casa Branca lança uma estratégia renovada que exclui os militares.
O General Geroge Casey, o comandante no Iraque, acredita que o
Presidente Bush não compreende a guerra e conclui que perdeu a
confiança do presidente. O Estado Maior Conjunto conduz também uma
estratégia secreta que não leva a lado nenhum. À beira da revolta,
preocupam-se que os militares sejam culpados pelo falhanço no
Iraque.
A
Secretária de Estado, Condoleezza Rice, opõe-se veementemente ao
envio de mais militares para o Iraque e confronta o presidente, que
responde que a oposição dela conduzirá à derrota. O presidente
omite do vice-presidente Dick Cheney a decisão de despedir o
Secretário da Defesa Donald Rumsfeld até dois dias antes de o
anunciar. Um general do exército reformado usa os seus contactos, ao
mais alto nível, para tomar decisões sobre a guerra, enquanto Bush
e Cheney o usam para transmitir mensagens sensíveis fora da cadeia
de comando.
Durante
meses, a estratégia da administração continua secreta, sem prazo e
sem pressa, em parte porque o facto de ser tornada pública poderia
afectar os Republicanos nas eleições de 2006. O Conselheiro de
Segurança Nacional Stephen J. Hadley diz a Rice, "Temos de nos
manter abaixo do radar porque a campanha eleitoral está
quente."
Woodward
entrevistou personalidades chave, obteve dúzias de documentos nunca
antes publicados e tem entrevistas exclusivas com o presidente Bush
que alcançam quase as três horas de duração. O resultado é um
relato perturbador que se inicia no ano 2006, quando a Casa Branca se
apercebe de que a estratégia no Iraque não está a resultar, pela
decisão de enviar mais 30 mil soldados em 2007 até 2008, quando a
guerra se torna incómoda na campanha presidencial.
A
Verdadeira Guerra coloca
questões pertinentes sobre liderança, não apenas na guerra mas na
forma como somos governados e nos perigos do segredo injustificado.


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